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III Congreso Internacional Historia a Debate Santiago de Compostela

IV Congreso Internacional Historia a Debate
Santiago de Compostela, 15-19 de diciembre de 2010

Dirección

 


 Ponencias aceptadas


 

Sección I. 1. Nuevas relaciones entre historiadores y fuentes

Autores

Fernando Dumas, Ana Maria Mauad (Fundação Oswaldo Cruz, Universidade Federal Fluminense, Brasil)

Título

Novas relações entre historiadores e fontes novos métodos, novas narrativas

Resumen

Esse artigo apresenta a videohistória como uma possibilidade consistente de narrar os resultados de uma operação histórica, mantendo os requisitos acadêmicos consagrados para a produção historiográfica. Trabalhamos este tipo de narrativa a partir de determinados princípios teóricos e metodológicos, que, todavia, não se constituem em limites ao trabalho do historiador porque, justamente, trata-se de uma proposta de construção de narrativa; e não de constituição de um novo canteiro da história. Quando executamos os procedimentos clássicos (e básicos) da nossa disciplina, usamos alguns marcos teóricos mais gerais para definir parâmetros de seleção e leitura de fontes, construção de evidências e produção de narrativas.No nosso caso, as investigações que resultaram em videohistórias tiveram na experiência social do sujeito, na estruturação do mundo contemporâneo em classes sociais e no protagonismo das práticas e representações culturais nos processos históricos, seus pilares. Além disso, comungamos de outros parâmetros, tais como o recorte cronológico, situado no século XX e o recorrente recurso às fontes visuais e orais.

Tudo isso implicou na escolha e produção de ferramentas conceituais, e de procedimentos analíticos e metodológicos vinculados à possibilidade de uma escrita videográfica da história, pois quando estabelecemos uma relação entre a narrativa dos resultados de uma pesquisa histórica concebida para um livro e uma narrativa audiovisual construída a partir dos mesmos resultados, não nos limitamos a realizar uma simples transferência de mídia.

Para que a videohistória se apresente como uma operação historiográfica, esta narrativa deve ser ao mesmo tempo o produto final de uma investigação historiográfica e um produto audiovisual capaz de transmitir as informações e análises desejadas. A escrita videográfica da história implica na elaboração de um novo tipo de texto histórico que considere, na sua produção, a natureza de enunciação das fontes trabalhadas. Assim, as fontes orais, visuais e sonoras, elementos fundamentais nesta reflexão historiográfica, devem ter sua substância de expressão preservada para compor o texto histórico.