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III Congreso Internacional Historia a Debate Santiago de Compostela

IV Congreso Internacional Historia a Debate
Santiago de Compostela, 15-19 de diciembre de 2010

Direccin


Ponencias confirmadas

MESA B: Crisis 2008-2010: mirada histrica

Autores:

Vanessa Cavalcanti, Antonio Carlos Silva (Universide Catlica do Salvador, Brasil; Devry University, New York)

Ttulo:

Crise Global: reflexes sobre a Sociedade do Espectculo ao Ritmo do Capital


Resumo:

Em tempos sombrios, como sugere Hannah Arendt (1906-1975), o significado das palavras, conhecidas pela sabedoria histrica, sofre com o jogo constante da mudana luz dos interesses ideolgicos. Portanto, as solues apresentadas para enfrentar a crise sistmica, hoje entendida como crise financeira global, que se alastra sem limites pela chamada economia real, nada mais so do que alternativas para assegurar os privilgios unilaterais obtidos por intermdio das leis do Mercado.

Sofisma que em nada promove uma real superao da crise e um desprendimento do processo de juridificao[1] do Estado, que abala os alicerces da apregoada emancipao social, e mantm presente a figura do sujeito em sua forma contemplativa. Ou seja, no emancipadora por se tratar de um elemento criado nas bases do desenvolvimento capitalista em sua forma mercadoria.O nosso objectivo, deste modo, elucidar que a lgica da economia mundial persiste sob uma contradio interna na construo marxiana: a transformao do dinheiro, de um meio de circulao, para um fim em si mesmo. Um ritual da modernidade que mantm a sociedade sem conscincia de sua prpria realidade (fetiche do capital) e em conformidade com as regras paradoxais do sistema produtor de mercadorias.

Para tanto, iremos revisitar, com base na abordagem de trs autores contemporneos Anselm Japp, Robert Kurz e Istvn Mszros - a contribuio de Guy Debord (1931-1994) sobre a sociedade do espectculo e sua intrnseca relao com as categorias bsicas da modernizao capitalista: o fetiche do capital, a teoria do valor, a mercadoria e o dinheiro.

A teoria crtica ser a linha argumentativa; um revisitar das principais categorias de anlise presentes em/para alm de Marx, para justificarmos nossa hiptese e compreendermos a contradio interna do moderno processo de produo capitalista.

O pressuposto bsico compreender que o sujeito histrico deixa de ser um elemento transformador para se tornar um torpe espectador da valorizao abstracta do capital, do domnio monetrio que se tornou dependente, visto que , para lgica monetria, uma mercadoria, um sujeito contrrio a aco. Por isso, as ideias difundidas para fazer frente aos movimentos em favor da regulamentao do capital e recrudescimento do Estado nas actividades econmicas, um resgate do iderio keynesiano para suplantar a crise mundial, so em realidade investidas contra os ditames neoliberais, no contraposies alternativas para sobrelevar o poder do capital-

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[1] Palavra utilizada por Robert Kurz para esclarecer uma das funes econmicas do Estado Moderno. No caso, o que o autor denomina o primeiro nvel jurdico. Ver KURZ, Robert (1997). A falta de autonomia do Estado e os limites da poltica. In: Os ltimos combates. Petrpolis: Vozes.