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III Congreso Internacional Historia a Debate Santiago de Compostela

IV Congreso Internacional Historia a Debate
Santiago de Compostela, 15-19 de diciembre de 2010

Dirección

 


 Ponencias aceptadas


Apto. II. 6. Historiografía y contextos políticos

Autor:

Ademilson de Sousa Soares (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Brasil)

Título:

Hegemonia política e cultural: a escola pública no Brasil da década de 1930

Resumen:

O trabalho apresenta e discute a história da educação escolar no Brasil entre os anos 1930 e 1934 a partir da leitura das notícias sobre escola pública divulgadas nas páginas do Jornal Estado de Minas, importante veículo da imprensa escrita, fundado no ano de 1927. A pesquisa foi mobilizada pela leitura de três autores: a metáfora das "cidades invisíveis" de Ítalo Calvino; o conceito de "revolução passiva" de Antonio  Gramsci; e o livro "história e verdade" de Adam Schaff. No ano de 1930 aconteceu o  processo
revolucionário liderado por Getúlio Vargas. Esse processo, entendido como revolução passiva, marca o debate sobre a escola pública realizado nas páginas do Jornal.  Procuramos recompor a história da educação escolar fazendo uma analogia entre as "cidades  invisíveis" e as "escolas invisíveis", ou seja, escolas que existiam e que não viam suas  notícias divulgadas, notícias divulgadas sobre uma realidade escolar que não exitia para a  maioria da população trabalh! adora. A "verdade" sobre a escola pública brasileira naquele momento de  nossa história é recontada a partir da idéia de que desvendar acontecimentos históricos  significa desvendar a trama complexa da teia dos fatos humanos. No caso das escolas invisíveis  das páginas do jornal, essa trama complexa envolve o debate entre os grupos  liberais/progressistas - que defe diam a escola nova; e os grupos conservadores/católicos a manutenção dos princípios da escola tradicional. De qualquer forma, o trabalho evidencia processos de  mudanças que ocorrem no país, na escola e no jornal típicos de momentos históricos  definidos por Gramsci como momentos de "revolução passiva" que tudo muda para nada mudar. Para a maioria dasclasses subalternas do discurso de democratização da escola, divulgado no jornal, ainda permanece sem ser efetivamente realizado na história brasileira.