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III Congreso Internacional Historia a Debate Santiago de Compostela

IV Congreso Internacional Historia a Debate
Santiago de Compostela, 15-19 de diciembre de 2010

Dirección

 


 Ponencias aceptadas

 

Secc. I. 1. Nuevas relaciones entre historiadores y fuentes

Autor

Sara Nunes (Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil)

Título

O historiador e as fontes, uma relação de interpretação

Resumen

A partir de meados do século XX , ocorreu uma profunda mudança no cerne das ciências humanas, denominada por muitos como uma "ruptura de paradigmas". Considerando as perspectivas a partir dessas transformações, observamos mudanças nas formas de se escrever a história, pois no lugar das grandes metanarrativas, surgiu uma multiplicidade de discursos e jogos de linguagem, questionadores inclusive da natureza do conhecimento com uma dissolução da idéia de verdade.

Ao considerar as transformações no modo como se escreve história, reconsideramos também a forma como as fontes históricas são tratadas. Pois os documentos não são testemunhos de uma verdade perfeita e intocável do passado. Os documentos, ou melhor, as fontes utilizadas pelos historiadores para a construção de suas narrativas são também acontecimentos, pois resultam das configurações sociais que as produziram.Jaques Le Goff considera o documento a partir da seguinte perspectiva crítica "de fato, o que sobrevive não é o conjunto daquilo que existiu no passado, mas uma escolha efetuada pelas forças que operam no desenvolvimento temporal do mundo e da humanidade, quer pelos que se dedicam a ciência do passado, os historiadores", como também pelas configurações sociais em que determinados episódios acontecem.

As fontes, material vital para o exercício do ofício do historiador são construções sociais, devem ser tratadas como signos que chegam do passado, os quais devem ser interpretados e investigados pelo historiador, pois esses vestígios não representam a verdade de um todo, são apenas indícios representativos de determinados acontecimentos.