Historia Inmediata/ Debates


¿Es posible una historia inmediata?

 
Estimadas historiadoras, estimados historiadores, Acompanho o debate sobre a possibilidade de uma história imediata desde de  sua fundação. Temos tidos contibuições de diversas partes do mundo com  debate, muitas vezes acalorados, muitas vezes mesquinhos e outras vezes  sem fontes de análises suficientes. Tais questões é inerente a lista  pública que pretende reunir diversos pesquisadorese e, assim, amadurecer,  em diferentes níveis, o debate historiográfico.

 Porém, estou hoje aqui para jogar contra. Jogar contra a pergunta que abre  essa lista. Sem cair na crítica vazia, vejo que não faz mais sentido a  pergunta: é possível uma história imediata?

 Nós que fazemos a dita História do Tempo Presente, precisamos rever essa  questão. Poderia eu perguntar ao historiador medieval se é posível uma  história antiga? Que argumentos eu teria para fazer essa pergunta?  Muitas!!!! Muitas e consistentes perguntas relacionadas às suas fontes, às  suas possibilidades de construção de algo tão longíquo e muitas vezes  atravessado pelo próprio passado e pelo presente. Estou aqui me referindo,  desavisadamente, somente à questão tempo. Porém, há outros elementos que  podem ser usados contra o historiador do antigo,contra o historiador  social, contra o historiador dito cultural (que parece contrasenso já que  não vejo a história separada em paartes). E então, porque vou me perguntar  ou deixar (sem estrebuchar) que outro pergunte se é possível o meu fazer?  Que direito ou pudor está por trás de tal pergunta? A quem pertence a  verdade? Não há uma resposta, mas há um direito de construir a história.  Há também o direito de questionar e debater a construção histórica, diriam  acertadamente, muitos. Só que tal direito não se refere a sua  possibilidade e sim se sua construção obedece aos quesitos básicos da  construção de nossa disciplina.

 Entendo que o que mais assusta a qualquer historiador (inclusive  nós  mesmos) é se a história que nos propomos a construir faz sentido,  mantém  algum rigor metodológico que mereça o nome de História. Isso vale para  qualquer história e não somente para a História do Tempo presente!  Basta de ficarmos pedindo licença aos sociológos, politólogos, jornalistas  e aos "verdadeiros" historiadores para fazermos a história imediata.  Proponho mudarmos o nome desse DEBATE para HISTÓRIA DO TEMPO PRESENTE.
abraços,
 
Jean Mac Cole Tavares Santos
Universidade Federal da Paraíba