Historia Inmediata/ Debates


¿Es posible una historia inmediata?

 
 
Peço desculpas aos colegas, embora(sin embargo) eu saiba ler o espanhol e o galego, só sei escrever em português     
 
Considero muito complicado essa questão da história imediata e não sou seu adepto.
Quando se estuda um fato distante de nosso tempo conhecemos toda a dimensão do evento: antes, durante e depois; dessa forma temos uma visão mais global e portanto mais segura para se fazer uma análise. Muitas vezes quando o evento está muito próximo de quando nos encontramos, o tempo passado desde ele até nós pode ser insuficiente para que seus efeitos tenham atingido uma "maturidade" suficiente permitindo ao historiador estabelecer uma análise segura da dimensão atingida por tal evento.         
   
Além do que já foi dito há um duplo problema quanto às fontes que podem ser excessivas ou não serem as mais próprias. Elas são excessivas quando se tratam principalmente de fontes jornalísticas que produzem muita documentação acerca do mesmo objeto, o acontecimento recente. Diante da grande quantidade de fontes como filtrar as que verdadeiramente valham como fonte de pesquisa histórica?        
      
As fontes também podem não ser as mais apropriadas, ou seja ( es decir), não serem as primárias. Muita documentação oficial permanece guardada durante muito tempo antes de poder ser liberada para estudos. Sendo assim, durante esse tempo sem os documentos originais o historiador terá que recorrer a outras fontes [secundárias], o que na minha opinião compromete o rigor científico da pesquisa de história.               

Ora, se quando lidamos com fatos antigos muitas vezes lançamos mãos de fontes secundárias ao menos temos consciência da impossibilidade de trabalharmos com as fontes mais adequadas, o historiador não tem culpa; porém com a história imediata acontece muitas vezes de sabermos que as fontes mais seguras existem, no entanto elas são vetadas. Saber da existência de tais fontes, mas assim mesmo fazer uso de fontes secundárias torna o historiador culpado de uma falta de cientificidade.
 
João Carlos O. da Silva
Universidade Federal da Bahia