Grupo Manifiesto Historia a Debate


 Opiniomes

 
[Nota: os reenviamos el llamamiento que Jorge Nóvoa, de la Universidade Federal de Bahia, Brasil, difundió en su propia lista animando la participación brasilera sobre el Manifiesto, a partir de la entrevista de C. Barros para la revista Myriades y sus propias aportaciones]
 
Oi Gente,
 
Para aqueles que ainda não receberam meu voto de bom 2007, que receba agora com prazer. Nós todos merecemos mais que um bom 2007. Mas diante das circunstâncias globalizadas, talvez não seja ruím um pouco de prudência.
 
Estou enviando para vocês o poscionamento do Professor Carlos Barros em torno do Manifesto de História em Debate, movimento do qual é o principal impulsionador. Acho que as interessantes colocações do Prof. Barros podem dar ensejo a um debate que precisamos desenvolver sobre a situação atual da história, dos seus paradigmas e da necessidade da reconstrucão de um novo pardigma para ela.
 
Mas enfim: a ofensiva das Escolas que destituiram a cientificidade da História parece haver chegado ao seu limite. Mas será que não teve alguma razão de ser? Será que foram totalmente sem legitimidade? Do mesmo  modo precisamos pensar e tirar as consequências das diversas Escolas (Annales, Nova História, Nova História Cultural, Marxistas, Estruturalistas, Pós-estruturaistas).Temos muitas questões, talvez mais que respostas acabadas. Portanto, o que distingue a história das outras ciências (ou disciplinas) como a sociologia, por exemplo? É possível ambicionar uma história total ou apenas à totalização? O que significa uma história do particular, uma micro-história e uma ego-história? Novas e velhas questões parecem deixar sempre em suspenso uma resposta definitiva. Mas creio que a história hoje pode ser melhor do que no início do século XX. Mas pode também ser pior!
 
Ao longo de dois séculos passamos de Michelet, com sua história narrativa e poética, baseada em farta documentação escrita, mas também em outras fontes como as memórias, por exemplo, à história événementielle-narrativa, a uma historiografia problematizadora como a de Bloch, por exemplo, a uma historiografia quase literária como a de Georges Duby. E agora onde nos encontramos? Para onde vamos? Onde queremos chegar? Desistimos da cientificidade da história para afirmar seu lado imaginativo, poético? Desistimos da história engajada eticamente? Ou a história tem o que oferecer como "diagnóstico" e como "prognóstico"? Qual o lugar do inconsciente na história e na história-historiografia? Categorias como classe social e lutas de classes realmente não têm mais nenhum alcance científico? E categorais como consciência, ideologia, imaginário, mentalidade se acham ultrapassadas? Qual o lugar de Nietzsche para o pensamento histórico? Ou pudemos fazer historiografria sem epistemologia, psicanálise e filosofia? Como interpretar as célebres Teses sobre Feuerbach de Marx?  Seria possível interpretar a assertiva dele de que "se trata de transformá-lo" como uma recusa definitiva do trabalho teórico? E aquela do "fim da filosofia clássica alemã", como o fim de toda a filosofia? Enfim, qual o lugar da teoria no trabalho do historiador? Eu procurei responder a tais questões no artigo A CIÊNCIA HISTÓRICA E OS HISTORIADORES OU A RAZÃO POÉTICA COMO PENSAMENTO ORGÂNICO-CRÍTICO: ELEMENTOS PARA A RECONSTRUÇÃO DO PARADIGMA HISTORIOGRÁFICO e que foi publicado na Revista Politéia que também se dedica a essas questões, dentre outras:
   
Mas existe também uma revista que procura responder também, e de vários modos, a essas questões:
   
Acabamos de lançar o seu número 9 que traz um dossiê sobre a Guerra Civil Espanhola, outro sobre Imagem, Cultura e Política, Imagens Audiovisuais : possibilidades de leituras e de usos, fruto do mini-simpósio de mesmo título que coordenamos com Míriam Rossini e Cássio Tomain no interior do III Simpósio Nacional de História Cultural «Mundos da Imagem, do texto ao visual» ocorrido entre 18 e 22 de setembro em Florianópolis.
 
Leiam e divulguem-na.
 
Queremos colaboração. Me digam o que pensam e o que acham dela. Respondam às questões que coloco e aos posicionamentos de Carlos Barros. Conectem o site
 
E se posicionem.
 
Assim o fazendo você, com certeza, contribuirá para que 2007 seja bem melhor para nós todos.
 
Abraços fraternais,
 
Jorge Nóvoa

[Nota: Puedes consultar en nuestra web el texto del Manifiesto de HaD en español, gallego, portugués, inglés, francés, alemán, catalán e italiano así como suscribir, opinar y/o colaborar en su difusión, publicación y utilización en la enseñanza de la historia, la metodología, la historiografía y la teoría de la historia. Escríbenos a h-debate@cesga.es]


 

 

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