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HISTORIA A DEBATE

Tema 10

FERNANDO ESTEBAN DO VALLE

Rede Municipal de Niter�i, Brasil

HISTORIA A DEBATE

SE��O TEM�TICA: "QUE HISTORIA VAMOS ENSENHAR EN EL NUEVO SIGLO?"

TRABALHO: PASSAGEIROS DO TEMPO: HORIZONTES DO ENSINO DE HIST�RIA

RESUMO

A nossa pesquisa se dedicou, de uma maneira geral, � investiga��o dos problemas enfrentados pelo ensino de Hist�ria. Partimos do princ�pio de que � necess�rio responder, no dia a dia, "os problemas resultantes da pr�tica letiva" e - principalmente - que as respostas s�o fruto da pr�tica coletiva. Tal perspectiva passa por uma discuss�o da escola, suas pr�ticas institucionais e pedag�gicas; por outro lado envolve a defini��o do conceito de Hist�ria, seja na esfera escolar, seja na acad�mica. Justamente a� reside o problema que desejamos discutir mais a fundo: por qu� os alunos t�m tanta dificuldade em compreender as correla��o entre os diferentes processos hist�ricos? Esse fato � bem ilustrado pelas palavras de Rodrigo, aluno de 3�. s�rie do ensino m�dio de uma escola particular de Niter�i: " o que eu n�o consigo � juntar uma coisa com a outra". No nosso entendimento, esta dificuldade est� diretamente relacionada com a incompreens�o do conceito de tempo hist�rico - que nem sempre � de f�cil compreens�o - pois � aquele que se situa al�m da cronologia e que se define em fun��o dos processos sociais. Essa � a principal ferramenta do historiador: o tempo que n�o apenas mede, mas que problematiza e explica. N�o podemos perder de vista que muitos destes problemas did�ticos est�o relacionados com a organiza��o e os princ�pios gerais de nosso sistema educacional, onde o conte�do program�tico estava comprometido com a Hist�ria da elite pol�tica do pa�s. A partir dos anos 80, com a redemocratiza��o � que come�amos a ter a possibilidade de dar in�cio a um debate aberto sobre os problemas nacionais, fato que desemboca numa revis�o daquela perspectiva e na elabora��o de novas propostas, que - passados todos esses anos - j� come�am a dar bons frutos. Mas, em nossa disciplina especificamente, ainda permanecem resqu�cios desta hist�ria epis�dica e repetitiva, porque ainda trabalhamos com um tempo absoluto e linear, mantendo a perspectiva de presente/passado/futuro, que empobrece as rela��es de causalidade existentes entre os diversos processos hist�ricos. Por isso, pretendemos somar esfor�os com aqueles que procuram realizar uma pr�tica educativa comprometida com a mudan�a social - principalmente das classes populares - no �mbito da escola p�blica.

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