Debates


Historia y Cine


Olá Tzvi Tal!

Embora seus argumentos sejam muito ponderados, o problema envolvido na fixação de uma canônica não é exclusivo aos filmes. Todos os cânones envolvem tais embaraços teóricos e éticos. Mas será que isso significa que devemos nos eximir da tentativa de definir os clássicos? Não temos nada a dizer sobre os filmes, os livros e as obras que pensamos ser indispensáveis à formação da nova geração de estudiosos? Sei que é um truísmo, mas todas as obras da cultura (sejam livros, filmes ou pinturas rupestres) expressam seu momento de criação e o esforço intelectual de quem as produziu, além do tema a que se referem. E nem por isso, salvo melhor juízo, há comprometimento da autenticidade ou da sinceridade daquilo que relatam. Ao contrário. A historicidade não é um empecilho, mas expressão da sua verdade.

Penso que fixar uma listagem de clássicos não é necessariamente uma imposição anti-democrática. Há escolha (e portanto árbitro), mas não é preciso que esse gesto seja feito às cegas, privadamente, sem discussão ou sem uma escrupulosa exposição (auto)consciente dos seus motivos, interesses e impulsos.

um forte abraço, Norma

Norma Côrtes
Professora Adjunta de Teoria e Metodologia da História da UFRJ
IFCS - Instituto de Filosofia e Ciências Sociais.
Largo de São Francisco, n. 01/ sala 217. Centro. CEP 20051-070
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