Debates


Historia, memoria y libertad

 


(Entre 1800 y 3600 caracteres):Desde as primeiras décadas  do século XX, com a obra de Maurice Halbwachs sobre os Quadros Sociais da Memória, historiadores e cientistas sociais, além dos psicólogos, reconheceram a importância de se aprofundar os estudos da memória coletiva para maior entendimento dos processos identitários dos grupos sociais. A necessidade de se conhecer a formação e a transmissão da memória coletiva dominou os autores da memória. Assim , os estudos de Pierre Nora sobre os Lugares da Memória , como noção abstrata e puramente simbólica, destinada a desentranhar a dimensão rememoradora dos objetos  materiais e sobretudo imateriais que permeiam os grupos sociais, alertaram os historiadores para o poder da memória coletiva. Os historiadores da   Escola dos Analles também contribuíram substancialmente para o entendimento da memória como fonte para a  construção da história social  ou das mentalidades, como Jacques Le Goff , Georges Duby, Aurore Becquelin, além dos aportes recebidos de James Fentress e Chris Wickham e da  da psicologia através dos estudos de Maurice Moscovici, Denise Jodelet, Celso Sá entre outros estudiosos. Esses autores apontaram a necessidade de se valorizar as lembranças , as recordações e as representações do passado, através de um imaginário reformulado pelo tempo, anacrônico, não compromissado com verdades, compreendendo apenas informações retidas na memória, contada pelos mais velhos, ou apreendidas pela interação dos grupos sociais.

Maria Teresa Toribio Brittes Lemos
Universidasde do Estado do Rio de Janeiro -UERJ