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III Congreso Internacional Historia a Debate Santiago de Compostela

IV Congreso Internacional Historia a Debate
Santiago de Compostela, 15-19 de diciembre de 2010

Dirección

 


 Ponencias aceptadas

Mesa I. El historiador de sí mismo

Autor

Arrisete C. L. Costa (Universidade Federal de Alagoas, Brasil)

Título

Testimunhos históricos ensaio interpretativo de estilos historiográficos

Resumen

Há uma linha de pensamento sobre a dialogicidade dialética da História que a situa no campo do provável, do relacional, do aproximativo o da Nova Retórica. Mas a qualificação da verdade historiográfica como investigação judiciária contém um elemento de diferenciação o juízo judicial é visto como definitivo, enquanto que, para o historiador, nada é definitivo. Nesse sentido, a história é sempre revisionista se escreve e se reescreve. A história é uma permanente re-escritura. Mas os atos de linguagem têm a capacidade de engendrar campos sociais em regressão ou em expansão e de refazer, fazer e desfazer o mundo. Contudo, frente ao perigo de reificar a palavra em categorias sui generis transcendentes à prática, faz-se necessário acompanhá-la em sua circulação efetiva, ou seja, sua historicidade. O pré-requisito dessa operação é o pré-entendimento entendemos algo na medida em que o comparamos com algo que já conhecemos. De maneira que o círculo hermenêutico pressupõe um campo de entendimento compartilhado entre o autor e o intérprete, sem o qual não se pode nele ingressar. Como observa Paul Ricoeur, o historiador surge em meio a uma conversa que já começou e nela intervém, com sua experiência, com seus valores, com suas preocupações, enfim, como ser-no-mundo. Esse ato de intersubjetividade do círculo hermenêutico nos remete à historicidade constitutiva de uma relação que se dá como uma unidade numa subjetividade constituinte, como relação inclusiva e englobante, na qual aquele que interroga faz parte da coisa sobre a qual se interroga. A discussão realizada por este estudo argumenta no sentido de demonstrar as conexões autobiográficas (concientes e/ou inconscientes) do historiador com seus materiais. Enfim, à pergunta o interpretans se reconhece no interpretandum? Responderei a partir dos escritos históricos de Marc Bloch e Carlo Ginzburg.