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III Congreso Internacional Historia a Debate Santiago de Compostela

IV Congreso Internacional Historia a Debate
Santiago de Compostela, 15-19 de diciembre de 2010

Dirección

 


 Ponencias aceptadas

 

Mesa F. Ameríca Latina en Transformación

Autor:
Wellington de Oliveira (Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri, Minas Gerais)

Título:
Contexto social e político do Brasil nas décadas de 1980 e 1990

Resumen:

O presente trabalho tem como contexto histórico as décadas de 1980 e 1990. No que diz respeito a uma questão se coloca: seria a década de 1980 uma década perdida para a sociedade brasileira? Dentro da perspectiva econômica realmente ela foi uma década perdida, pois os indicadores econômicos resultaram em crescimento zero e, alguns períodos, até negativo. Não se pode esquecer que esse fenômeno está inserido de uma crise global que vinha se desenhando desde meados dos anos 1970. Já sob o ponto de vista dos Movimentos Sociais, pelo menos até à metade dos anos 1980, continuou impulsionado mesmo porque a luta pela redemocratização do país aglutinava as oposições à Ditadura Militar. Mesmo no campo da chamada oposição consentida, representada pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) as críticas à ditadura se acirravam, principalmente que desde 1974 os votos colhidos por essa agremiação partidária foram bastante significativos. No seio do "bloco histórico" de sustentação à Ditadura apresentava rachado, principalmente quando se analisa o "Movimento das Diretas Já".

Metodologicamente trabalhei com o conceito de "História do Tempo Presente". O referido conceito não pode e nem deve ser confundido com "História Imediata", já que "a história do tempo presente não é a história imediata, pois ela não se interessa só pela espuma da atualidade, inscrevendo-se antes nas profundezas e na espessura do tempo histórico" como nos adverte o historiador francês Robert Frank. Sendo assim, o foco nas questões vivenciadas no presente pode perder a relação com a historicidade incluída no referido foco gerador do trabalho do historiador, ou seja, o pesquisador de história do tempo presente não pode ser um narrador do tempo vivido, mas estabelecer nexo constante entre o passado e o presente. Ou como diria o historiador Rui Bebiano (2006): "a uma arqueologia do presente, aproximando o conhecimento daquilo que se passa à nossa frente dos seus fundamentos mais ou menos profundos".