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III Congreso Internacional Historia a Debate Santiago de Compostela

IV Congreso Internacional Historia a Debate
Santiago de Compostela, 15-19 de diciembre de 2010

Dirección

 


 Ponencias aceptadas


Apto. II.1. Escuelas del siglo XX, retos del siglo XXI

Autor:

José Amado Mendes  (Universidade de Coimbra, Universidade Autónoma de Lisboa, Portugal)

Tilulo:

Da história metódica à história do presente: escolas e movimentos historiográficos do séc. XX e seu legado


Resumen:

A história e a historiografia sofreram grandes transformações no século XX,sob diversos pontos de vista. Por um lado, verificou-se a deslocação de temáticas dos domínios tradicionais político-militares e do estudo das elites tradicionais para se invadir praticamente tudo o que relaciona com a evolução do Homem em sociedade, desde a produção ao consumo, das empresas aos empresários, dos técnicos aos operários, do trabalho e quotidiano à alimentação, ao vestuário e à sexualidade, dos costumes às mentalidades, da ecnologia à ecologia, para dar apenas alguns exemplos. Por outro lado, passou a recorre-se a diversos tipos de fontes, ultrapassando-se a “escravatura” das fontes escritas (de preferência inéditas e manuscritas). Passou a valoriza-se testemunhos materiais e orais, a imprensa, os vestígios de toda a ordem e, inclusive, os “silêncios” das próprias fontes. Em simultâneo com o surgimento de novas especializações, a história muito beneficiou do contributo de outras áreas do saber (filosofia, sociologia e geografia, , etnologia, antropologia e economia), bem como da colaboração dos respectivos investigadores. A teoria e a filosofia da história e a interpretação de factos e da actuação dos intervenientes no processo histórico, segundo novas perspectivas e em conjunturas sociais, culturais e económicas diversas (com a marca evidente do seu tempo), têm levado à descoberta ou à reinterpretação de novas realidades históricas, enriquecendo o conhecimento que temos do nosso passado.

Embora certas características sejam transversais a várias escolas ou movimentos, alguns destacaram-se pelo facto de preconizarem metodologias e estratégias de investigação próprias, contribuindo, assim, para o avanço das ciências históricas. Recordem-se, entre outros, os que ficaram conhecidos pelas seguintes designações: história metódica e história positivista; materialismo histórico, nova história e escola dos Annales, nova história económica, história narrativa, história virtual e história do presente.

Estes movimentos se, por um lado, assimilaram e incorporaram contributos da historiografia que os precedeu, acumulando experiência de séculos , por outro, enveredaram por perspectivas e metodologias inovadoras, com resultados significativos na pesquisa histórica e que, de forma explícita ou implícita, constituem um legado relevante para a história que fazemos no século XXI. Visto continuarmos a beneficiar desse património (ainda que nem sempre tenhamos consciência disso), é fundamental conhecê-lo, estudá-lo e divulgá-lo, até para não tomarmos por totalmente “inovadoras” perspectivas e metodologias que alguns dos nossos antecessores já defenderam e puseram em prática, embora, em muitos casos, ainda numa fase embrionária.